A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Educação, promoveu em 19 de novembro a 21ª edição do Novembro Negro, evento que integra a programação do Mês da Consciência Negra da Rede Municipal de Ensino. O tema deste ano foi “A Alma Africana em Nós”.
A iniciativa reforça a aplicação da Lei 10.639/03, ampliada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena em todas as escolas do país. Em Osasco, esse trabalho vem sendo consolidado por meio de projetos pedagógicos voltados à valorização da identidade negra e ao combate ao racismo.
Abertura oficial
Na abertura, o secretário de Educação, José Toste Borges, destacou que o Novembro Negro é mais do que o cumprimento de uma legislação:
“Trata-se de um compromisso ético, social e educativo, voltado para uma educação que combate o racismo, valoriza identidades e promove equidade”.

Ele também declarou oficialmente aberta a Exposição Pedagógica do Novembro Negro, composta por trabalhos desenvolvidos por escolas municipais e creches parceiras.
O evento contou ainda com a presença da secretária executiva de Gestão Pedagógica, Alessandra Cornaglia, e da coordenadora do Ensino da História Afro-Brasileira e Africana da rede municipal, Irandi Gomes, que ressaltou a importância histórica do trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas.
Palestra principal
A programação teve como destaque a palestra “Escrevendo um novo capítulo em Equidade Racial na Educação de Osasco”, ministrada pelo cientista social Helton Souto — formado pela Unesp, mestre em Políticas Públicas pela FGV/SP e presidente do Instituto DACOR (Dados Contra o Racismo).
Com 25 anos de atuação na educação, Souto abordou a importância do mapeamento de dados e da formulação de políticas para combater desigualdades raciais.
A mediação foi realizada por Alexandra Pontieri, diretora do Departamento de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa, cientista social e ativista de direitos humanos.
Roda de diálogo
A programação contou também com uma Roda de Diálogo com a professora Irandi Gomes da Silva — pedagoga, psicanalista, membro do COMPIR e profissional com 40 anos de atuação na Rede Municipal de Ensino.
Irandi destacou a importância de integrar educação, identidade, questões de gênero e psicologia no enfrentamento ao racismo.

