Ribamar amplia debate sobre violência sexual

Capa Política

Dando continuidade aos eventos relacionados ao Maio Laranja, mês dedicado ao combate do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a Câmara Municipal de Osasco promoveu o segundo debate de ações sobre o tema nesta quarta (11).

Ribamar Silva, presidente da Câmara Municipal de Osasco, ressaltou a importância do legislativo discutir esses temas e lembrou de sua primeira ação assim que assumiu a presidência em 2019: “Minha primeira medida como presidente da Câmara foi reativar a Procuradoria Especial da Mulher (PEM), de forma a acolher essas denúncias também por meio do Poder Legislativo”.

Liderado pela vereadora Lúcia da Saúde (Podemos), o evento contou com a participação de Stephanie Pereira, enfermeira sanitarista da Vigilância Epidemiológica do Município, Acácia Silva, especialista em Psicopedagogia, e Cláudio Piteri, secretário Municipal de Educação. O evento também contou com a presença de Ribamar Silva (PSD), presidente da Casa.

Stephanie explicou que o aumento das notificações não implica aumento dos casos, mas é fruto de uma maior conscientização sobre o abuso infantil. “Isso nos obriga a pensar em estratégias de atendimento e como lidar com a pergunta básica do tema – quando aconteceu a situação de assédio”, explica ela.

A enfermeira explica que a vítima nem sempre vai conseguir falar na hora que é atendida e isso precisa ser respeitado. De acordo com Stephanie, a área de educação e a escola são fundamentais para acompanhar qualquer mudança no comportamento da criança vítima de abuso ou violência sexual.

Cláudio Piteri comentou sobre como os professores e coordenadores educacionais de Osasco estão sendo capacitados para lidar com o tema: “É fundamental tratar de um tema tão sensível e a nossa Secretaria tem promovido treinamentos de modo a capacitar os profissionais da Educação a perceberem alterações no comportamento dos alunos”.

“O professor é o primeiro identificador da criança com comportamento alterado. Às vezes, até por desenhos feitos pelo aluno ou pela caligrafia da criança, podemos sentir se há algo de diferente na rotina dela, diz a psicopedagoga Acácia Silva. Fazendo coro com Stephanie, ela diz que “a criança só conseguirá falar sobre o tema com alguém com quem ela estabeleça laços de confiança”.

Integrante da PEM e ainda da Comissão da Criança e do Adolescente na Casa, a parlamentar Lúcia da Saúde comentou sobre a necessidade de políticas multissetoriais sobre o tema: “É muito enriquecedora a união dos profissionais de saúde e educação, como vemos na reunião de hoje para melhorar as políticas contra o abuso infantil”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.