Celular ao volante e um segundo de distração custa vidas nas estradas brasileiras

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Por – Gregório José

Os números mais recentes do Anuário da Polícia Rodoviária Federal expõem uma tragédia que insiste em se repetir nas estradas brasileiras. Em 2025, foram registrados 72.529 acidentes nas rodovias federais, com 83.550 pessoas feridas e 6.043 mortes. O dado mais alarmante, porém, não está apenas na quantidade de ocorrências: cerca de 93% das mortes tiveram relação com falhas humanas.

Por trás das estatísticas existem histórias interrompidas, famílias devastadas e vidas transformadas em segundos. E entre os comportamentos que seguem alimentando essa realidade, um continua se destacando como símbolo da imprudência moderna: o uso do celular ao volante.

A cena é conhecida. O motorista recebe uma mensagem, olha rapidamente para a tela, responde um aplicativo, verifica uma notificação ou atende uma ligação acreditando que “é só um instante”. Mas esse instante pode ser suficiente para perder o controle do veículo, ignorar uma frenagem à frente ou deixar de perceber um pedestre, uma motocicleta ou uma curva.

Quando o olhar abandona a estrada para buscar atenção em uma tela, o risco deixa de ser individual. O motorista imprudente não coloca apenas a própria vida em perigo, ele transforma todos ao redor em vítimas potenciais.

Especialistas em segurança viária alertam há anos que dirigir exige atenção integral. Ainda assim, a cultura da hiperconectividade mantém milhares de condutores presos à falsa sensação de que conseguem dividir o foco entre dirigir e interagir com o celular. Não conseguem.

O resultado aparece nos números e os acidentes provocados por desatenção, excesso de velocidade, consumo de álcool e outras escolhas evitáveis continuam lotando hospitais, causando prejuízos econômicos e, principalmente, produzindo perdas irreparáveis.

Nenhuma mensagem é mais urgente do que chegar vivo ao seu destino.

Cada notificação respondida enquanto se dirige carrega um risco silencioso. Cada segundo de distração pode significar uma colisão. Cada imprudência pode deixar uma cadeira vazia em casa.

As rodovias brasileiras não precisam de mais campanhas emocionadas depois das tragédias. Precisam de decisões conscientes antes que elas aconteçam.

Porque, no trânsito, um olhar para o celular pode custar uma vida inteira.

Gregório JoséJornalista/Radialista/FilósofoPós Graduado em Gestão EscolarPós Graduado em 

Ciências Políticas

Pós Graduado em Mediação e ConciliaçãoMBA em Gestão Pública

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