As águas do calçadão

A discussão sobre o concurso de propostas para a revitalização da região central de Osasco, bem como para cobertura do calçadão da Rua Antônio Agú, chamou a atenção e também gerou algumas preocupações, como não podia ser diferente. Afinal, em tempos de redes sociais e participação social acentuada (embora nem sempre razoável), o que não falta é gente querendo opinar e ser ouvida. E um dos temores manifestados é exatamente acerca da questão da drenagem urbana.

Como é de conhecimento daqueles que frequentam e conhecem minimamente a região, não apenas a Rua Antônio Agú, mas as demais ao seu redor, costumam ficar debaixo d’água quando da ocorrência de chuvas torrenciais, o que acontece principalmente no verão. Por isso o receio não é em vão. A região está na várzea do rio Tietê, portanto, uma área naturalmente ocupada pelas águas do rio durante as cheias. Essa informação é relevante e pode até mesmo orientar propostas para o local. Imaginem o calçadão funcionando como uma espécie de shopping aberto e, de repente, as águas de uma forte chuva provocam um grande alagamento. Como ficariam escadas rolantes e seus componentes e maquinários? É um desafio a ser enfrentado pelos arquitetos e projetistas de plantão.

Segundo alguns especialistas e outros profissionais consultados, já há estudos para combater as enchentes no centro. Um deles trata de uma grande galeria que coletaria uma parte significativa das águas que precipitam naquela área. Ela partiria da região da Escola Marechal Bittencourt, cruzaria a Rua Marechal Rondon e seguiria pela Rua Dr. Mariano J.M Ferraz, cruzaria a Av. João Batista, Rua da Estação, linha férrea da CPTM e, finalmente, chegaria ao rio Tietê pela Rua Manoel Rodrigues, já no bairro do Bonfim.

Há quem acredite que essa obra seria suficiente para coletar 50% das contribuições das águas pluviais do centro. Um outro estudo elaborado envolve a construção de uma extensa galeria que partiria do Largo de Osasco e seguiria pela Rua da Estação até próximo do Viaduto Tancredo Neves, no Km 18. Dali, muito próximo da antiga Vila Ferroviária Dona Leonor, atravessaria a linha férrea da CPTM e desembocaria no Tietê. Até a implantação de um piscinão na Praça Antônio Menck já foi ventilada no passado.

Seja qual for a solução adotada para o tema, o custo para sua viabilização certamente será o maior dos desafios.

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