
A maior arma do cidadão continua sendo a informação. Mas a informação correta. Não aquela que circula em grupos de WhatsApp com montagens mal feitas, frases fora de contexto e versões fantasiosas da realidade política. É lamentável constatar que, mesmo depois de tudo o que o país já viveu, ainda exista tanta gente disposta a acreditar — ou a ser manipulada — por inverdades convenientes.
Enquanto fake news viralizam com facilidade, informações que realmente impactam a vida das pessoas seguem escondidas, quase como se fossem um segredo de Estado. Um exemplo claro disso é a isenção de IPVA para pessoas com deficiências e doenças graves — um direito previsto em lei e desconhecido por grande parte da população.
Não se trata de conto de fadas, nem de benefício inventado. É lei. E, ainda assim, milhões de brasileiros convivem com doenças crônicas, limitações severas ou deficiências adquiridas sem jamais serem informados de que poderiam ter acesso a esse alívio financeiro.
Vale lembrar que o beneficio pode variar de estado para estado, Em São Paulo, por exemplo, pessoas com deficiências físicas, visuais, mentais severas, transtorno do espectro autista e doenças que comprometem a mobilidade — como Parkinson, esclerose múltipla, sequelas de AVC, amputações, câncer com sequelas, HIV/AIDS, insuficiência renal crônica e cardiopatias graves — podem ter isenção de IPVA, mediante laudo médico e perícia oficial. O benefício vale tanto para o condutor quanto para quem depende de terceiros para se locomover.
A pergunta que precisa ser feita é simples: por que essa informação não chega ao cidadão?
Falta divulgação, falta orientação nos postos de saúde, falta comunicação clara por parte do poder público. Sobra burocracia, linguagem técnica inacessível e um silêncio conveniente que faz com que muitos sequer imaginem que têm esse direito. Na prática, um direito que não é divulgado é um direito negado.
Enquanto isso, o debate público segue sequestrado por polêmicas vazias, narrativas fabricadas e guerras ideológicas que pouco ou nada ajudam quem enfrenta, diariamente, o peso de uma doença grave ou de uma deficiência.
Informação também é política pública. Informar é incluir. E esconder, ainda que por omissão, é excluir.
Pense nisso…
Até a próxima pessoal!

