Especial Osasco 58 anos: Guaçu Piteri (1967-1970 | 1977-1982)

Política

Em 1953, por iniciativa da SADO, Sociedade Amigos de Osasco, presidida pelo doutor Reinaldo de Oliveira, foi autorizada, pela Assembleia Legislativa, a realização do primeiro plebiscito pela autonomia de Osasco: a população dividiu-se em duas correntes: a do SIM, favorável à emancipação e a do NÃO, contrária. À época, não houve tempo para debate e esclarecimento da opinião pública. Derrotadas nas urnas as lideranças do grupo favorável à autonomia não desanimaram. Com os quadros ampliados e mais experiência reivindicaram a realização de outro plebiscito que, pela lei quinquenal, foi marcada para 1958. Nessa segunda consulta o resultado foi favorável à autonomia.

Apoio político
Nos anos cinquenta as duas forças políticas de São Paulo eram o janismo e o ademarismo. O aspecto mais curioso é que, no primeiro plebiscito Jânio era o prefeito da capital e a maioria dos seus partidários posicionaram-se contra a autonomia. Os ademaristas ficaram a favor. No segundo plebiscito, o prefeito era Ademar e os papéis se inverteram.

A batalha judicial
Alegando fraude no plebiscito a prefeitura de São Paulo impetrou recurso no judiciário. Era o início de uma longa e desgastante disputa que só terminaria quase quatro anos depois, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Alguns analistas políticos defendem a tese de que a autonomia foi um movimento típico de classe média sem a participação popular. Não se pode negar que, no começo, em especial no primeiro plebiscito, a proposta não mobilizou os setores mais populares de Osasco. Mas, com o passar do tempo e as decepções provocadas pelos avanços e recuos do processo na justiça, o povo foi se conscientizando da necessidade de implantação do município.
Finalmente, com o cancelamento da eleição marcada para o dia quatro de janeiro de 1962 houve uma impressionante mobilização da cidadania: o padre Tomás, pároco da matriz de Santo Antônio convocou assembleia de apoio à autonomia; os estudantes, em passeata, fizeram o “enterro do não”; o comércio, em protesto, cerrou as portas; fachadas das casas amanheceram cobertas por tarjas pretas; uma pira, com a chama recolhida no museu do Ipiranga foi acesa, no Largo da Estação onde arderia até a realização da eleição…
O resultado foi positivo. Pouco mais de um mês depois, em 11 de fevereiro o pleito foi realizado e a posse dos eleitos (prefeito, vice e 21 vereadores), se deu em 19 de fevereiro de 1962, data de fundação de Osasco.
A luta foi longa e árdua, mas valeu a pena. Com a autonomia Osasco encontrou sua identidade, sua História e o destino de progresso e de compromisso com os anseios da nossa gente
Parabéns ao povo de Osasco e aos líderes do autonomismo!

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