Uma estudante de 15 anos de uma escola de ensino médio técnico de Osasco, afirma ter sido vítima de assédio sexual dentro do colégio. Segundo ela, o assédio foi cometido por um professor. Estudantes de Etec de Osasco protestam contra denúncia de assédio de professor nesta sexta em frente à escola.
A família da adolescente registrou boletim de ocorrência em uma Delegacia de Defesa da Mulher, no Centro da cidade, e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o caso foi registrado como importunação sexual e um inquérito policial foi aberto.
A aluna contou que, na tarde da quinta (4), durante o intervalo das aulas, encontrou com o professor por acaso. Ela estava com uma calça rasgada na perna, e ele teria aumentado a abertura do tecido. Logo depois, ele teria passado a mão na coxa da estudante.
Nesta sexta-feira (5), os alunos organizaram um protesto na porta da escola pedindo o afastamento desse professor e protestando contra atitudes abusivas.
O professor ficou sabendo da organização do ato e chegou a ameaçar algumas alunas por meio de um aplicativo de mensagens de texto. Em um dos textos, ele é irônico e parabeniza pelo protesto. Depois diz que “a pessoa assuma as consequências”.
A aluna contou à TV Globo como o caso aconteceu: “Na hora do intervalo, eu estava com uma calça rasgada, que já tinha sido um pouco rasgada também na hora do meu treino. e eu fui entregar uma chave para a Coordenação junto com algumas amigas minhas. E lá a gente encontrou um professor, e a gente perguntou para ele onde era o Achados e Perdidos. Ele falou que não sabia, desconversou, e olhou pra minha calça e falou: ‘Nossa, essa sua calça’. E veio. Saiu de onde ele estava e rasgou mais a minha calça, do que já estava rasgada. E eu coloquei a mão e me afastei para ele não rasgar mais. Aí, no que eu me afastei, ele se aproximou de novo, passou a mão pela minha coxa e pegou, tipo, os pedaços de pano da minha calça e tentou juntar, continuou passando a mão na minha coxa”. Afirmou que se sentiu “constrangida e impotente” e que não conseguiu ter “uma reação na hora”, “não ter falado nada”. “Depois, quando eu me afastei dali com as minhas amigas, eu demorei uns cinco minutos para processar o que tinha acontecido e comecei a chorar”, conta.
O pai da adolescente afirma que a escola não entrou em contato com a família para falar sobre o episódio. “Em nenhum momento a escola entrou em contato comigo. Uma vez ela passou mal e me ligaram automaticamente. Desta vez, a minha filha sofreu assédio e não me comunicaram. É o lugar em que minha filha poderia estar segura, não é? Eu não vou tirar a minha filha daqui porque não é minha filha que tem que sair daqui, é o professor.”
No fim da tarde desta sexta, o Centro Paula Souza, que é responsável pela escola, determinou o afastamento do professor até que a apuração do caso seja concluída e reforçou que repudia todas as formas de assédio.

