Janeiro Roxo: Brasil é o segundo país com mais casos de Hanseníase

Colunistas Dra Simone neri

Janeiro roxo é o mês destinado a ações para informar a população e agentes de saúde sobre a Hanseníase, doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae ou bacilo de Hansen. Identificada em 1873, pelo cientista Armauer Hansen, trata-se de uma das doenças mais antigas do mundo, com registros de casos há mais de 4.000 anos, na China, Egito e Índia.

Muito conhecida e estigmatizada no passado como lepra, uma doença sentenciava o portador a morte, hoje, é uma doença altamente tratável. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, o Brasil apresentou 26.875 casos, ocupando o segundo lugar mundial no número de doentes. A Índia ocupa a primeira posição com 126.164 casos. Na última década, foram registrados cerca de 30 mil novos casos por ano no Brasil.

A transmissão do M. leprae ocorre pelo contato com gotículas de saliva ou secreções nasais do paciente. O período de incubação varia de seis meses a cinco anos e ela vai se manifestar de acordo com a genética de cada pessoa.

Tocar a pele do doente não transmite a hanseníase e o diagnóstico é feito por meio de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. E, quando necessário, a baciloscopia com a coleta da serosidade cutânea, além de biópsia da lesão ou de uma área suspeita.

A identificação da doença também pode ser feita por sintomas como manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras visíveis, sensibilidade no local, perda de pelos e ausência de transpiração. Os nervos também podem ser afetados e apresentar dormência, perda de tônus muscular e retrações dos dedos. Em fases mais avançadas da doença, podem surgir caroços e/ou inchaços nas orelhas, mãos, cotovelos e pés.

No Brasil, o tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e varia de seis meses a um ano. É um tratamento eficaz, quando feito corretamente, e após a primeira dose da medicação o paciente não transmite a doença durante o tratamento. Podendo conviver em sociedade normalmente.

Para prevenir a Hanseníase é preciso manter hábitos saudáveis, alimentação adequada, evitar o álcool e praticar atividade física associada a uma boa higiene. A vacina BCG provoca uma boa resposta de defesa ao organismo, mas não impede que uma pessoa tenha hanseníase. Aqueles que são vacinados, dificilmente apresentam formas graves da doença. Atualmente, a BCG é aplicada em bebês na maternidade.

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