
Embora o Brasil registre atualmente número reduzido de casos de mpox, a doença continua sob monitoramento das autoridades sanitárias e permanece como um tema relevante para a saúde pública. A experiência recente com emergências sanitárias nos ensinou que informação qualificada, vigilância ativa e responsabilidade coletiva são pilares fundamentais para evitar novos surtos.
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, além de contato íntimo e prolongado entre pessoas. Os sintomas mais frequentes incluem febre, mal-estar, aumento de linfonodos e lesões cutâneas, que podem ser dolorosas e durar de duas a quatro semanas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil mantém vigilância epidemiológica ativa, com protocolos de notificação, diagnóstico laboratorial via LACEN e orientação aos serviços de saúde. A resposta nacional inclui ampliação da testagem, monitoramento de contatos e comunicação estratégica para a população.
No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde segue acompanhando a circulação do vírus em diferentes regiões do mundo, reforçando que, mesmo com redução de casos em alguns países, a doença ainda exige atenção, especialmente em populações vulneráveis.
Como gestora em saúde, entendo que o enfrentamento da mpox vai além do cuidado individual. Trata-se de um compromisso coletivo. Isso significa:
• Fortalecer a Atenção Primária para identificação precoce de casos suspeitos.
• Garantir fluxo ágil de diagnóstico laboratorial.
• Combater a desinformação, que muitas vezes gera estigma e atraso na busca por atendimento.
• Investir em educação permanente das equipes de saúde.
A saúde pública não se constrói apenas na resposta às crises, mas na preparação contínua. Vigilância epidemiológica eficiente, comunicação transparente e integração entre os níveis de atenção são estratégias que protegem toda a comunidade.
Em tempos em que novas doenças emergem e reemergem, o maior aprendizado é este: cuidar da coletividade é a forma mais eficaz de proteger cada indivíduo. Informação responsável salva vidas, reduz o medo e fortalece a confiança no sistema de saúde.
Seguimos atentos, comprometidos e trabalhando para que a saúde seja, de fato, para todos.

