O cuidado com cães e a chegada de um bebê na família

Texto elaborado com a ajuda de Ernesto Uszko

Infelizmente, alguns dias atrás uma notícia tomou grande repercussão nas mídias, aparentemente se trata de um cão mistura de labrador com caçador americano que matou as gêmeas com apenas 26 dias de vida.
A situação toda me fez pensar e procurei o adestrador de cães e fundador da Universidade Cão, Ernesto Uszko, para ajudar a entender o que poderia ter acontecido nesse caso.


O cão já estava na família há 5 anos e conforme relato de vizinhos o animal era dócil, porém um cão sempre será um cão, seguirá seus instintos, por mais que hoje as pessoas humanizem esses bichinhos.
No momento do ataque diversos fatores podem ter desencadeado essa situação, será que esse cão estava preparado para receber um novo membro da família? Como era a rotina dele com seus tutores. Os cães se comunicam por meio de seu corpo, expressões e sons (uivos, choros e latidos), eles esperam ser compreendidos e latidos muitas vezes são sinais de aviso, portanto, será que as gêmeas se assustavam com latidos? Em um cenário completamente novo para o cão, o que pode representar um choro de uma criança? Seria este um momento de incômodo e diante do medo o ataque ocorreu justamente porque o cão não entendeu do que se tratava, avançou e mordeu? Pode ter o cão seguido seu instinto e pensando que seria uma suposta presa?


Sabemos que a rotina da casa inteira muda com a chegada de um bebê. Então os pais tendem a se dedicar para esse novo membro e o cachorro por inúmeras vezes é deixado no canto, com suas necessidades básicas suprimidas e uma nova realidade pode a ser algo temível se ele não for devidamente ensinado.

Antes mesmo da chegada do bebê, quando a família já possuir um cão dentro de casa, é aconselhável preparar o novo cenário com o máximo de informações que farão parte da nova rotina da família. Apresentar fraldas, roupinhas e sons, fazer movimentos do carrinho de bebê entre outros, sempre associando-os positivamente, além de ensinar comando de obediência de que remetem estado de calma e assim fazer com que este cão entenda e aceite de forma amigável quando iniciar uma nova rotina dentro desta casa.

O Ernesto deixa uma lição importante, quando chega uma visita nova em nossa casa e o cão não está acostumado a primeira reação é o estado de alerta, posteriormente por motivos diversos ou até mesmo por medo o cão poderá latir, porém o que geralmente notamos é presenciar seus tutores reprimindo tais latidos e assim gerando consequências ruins, gritos e privação da liberdade, com o passar do tempo esse cachorro irá associar a chegada de uma visita com algo ruim então inicia um comportamento reativo e algumas vezes agressivo por justamente o cão não entender o que está acontecendo.


Importante lembrar quando se tem um animal dentro de casa, somos tutores dele e que a lei entende que somos responsáveis em reparar o dano causado por nossos cães.

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