Com que frequência PcD, pessoas com deficiência, são vistas empregadas, trabalhando e inseridas no mercado de trabalho?Que imagens são formadas em relação às Pessoas com Deficiência – são retratadas como parte integrante da sociedade ou figuras cotistas? Mais do que isso, de que forma isto poderia ser corrigido ou amenizado. É comum pensarmos na deficiência e associarmos o logotipo de cara, a imagem de uma pessoa adulta numa cadeira de rodas, como se elas, as deficiências se resumissem apenas a um tipo ou categoria: física.
Existem no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência, algo equivalente a 23,9% da população total apresenta algum tipo de deficiência – seja auditiva, visual, motora, mental ou intelectual. Embora trate-se de uma minoria, é uma minoria consideravelmente grande, que, somada ao número de pessoas relacionadas a elas (de familiares e amigos a educadores, militantes, profissionais de saúde, apoio etc.), torna-se um grupo ainda maior.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 7 (sete) em cada 10 (dez) das Pessoas adultas com algum tipo de deficiência estão fora do mercado de trabalho. As informações baseadas na Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua de 2022 mostram que apenas 26,6% dessa população é empregada. Ainda assim, segundo a pesquisa, o salário, comparado ao de pessoas sem deficiência, possui uma diferença média de mil reais a menos. Nossa cidade de Osasco completou 62 anos de emancipação, conhecida como “Cidade-trabalho”, é destaque pelo empreendedorismo e pela força de vontade de seus moradores. Com aproximadamente 700 mil habitantes, é o 6° município mais populoso do estado de São Paulo. O município subiu de 8º para 7º PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil de acordo com dados divulgados em 16 de dezembro de 2022 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o 2º maior do Estado de São Paulo, ficando à frente de muitas capitais.
É sem dúvidas uma grande cidade para se viver com tudo o que foi descrito, mas além da “Cidade do Trabalho” e da “Família”, no entanto, “esperanço” do verbo esperançar ver Osasco futuramente a “Cidade da Inclusão”. Inclusão social, acessível e que garanta os direitos de pertencimento dos seus cidadãos, refiro-me à inserção e aumento de vagas para esse público no mercado de trabalho e sua participação na cidade como um todo.
Com tantas dificuldades enfrentadas, superação de barreiras, preconceito e omissão do poder público, ainda tem gente no Brasil, que pergunta: VAGA PARA PCD? PRA QUÊ? E ainda, critica a Lei de Cotas (Lei 8213/91) tem por objetivo promover a readaptação e reinserção profissional de pessoas com deficiência, prefiro acreditar que seja por puro desconhecimento. A Lei determina que empresas com 100 empregados ou mais reservem vagas para esse segmento. Conforme a legislação, as disposições para empregar Pessoas com Deficiência variam de acordo com a quantidade de funcionários. As empresas com mais de 1.001 funcionários devem reservar 5% das vagas para esse grupo. Isso é lei, isso é direito, qualquer coisa diferente disso, constitui cegueira social.
Já dizia sábio filósofo popular em 1971, mestre Candeia quando engajou sua mensagem através de um belo samba e mandou um recado que expressa uma realidade diante do mundo que ainda se vive:
“Cego é quem vê, só onde a vista alcança. Mandei meu dicionário às favas. Mudo é quem só se comunica com palavras”. (Filosofia do Samba)
Parabéns colunista Érica Lemos! Aproveito para mais uma vez parabenizá-la pelo excepcional conteúdo da sua matéria, extremamente relevante, real, sensível e oportuno, agregou muito valor para àqueles que acreditam na política pública em nossa amada Osasco, prestigiada por você liderar com brilhantismo essa pauta, aprendi muito e tive uma visão mais ampliada e renovação de minha expectativa pra uma melhor realidade de nossa Cidade. Parabéns ao Correio Paulista