A Prefeitura de Osasco realizou, na sexta-feira (3), no Espaço Cultural Grande Otelo, a apresentação do projeto Clima em Conta, iniciativa que busca fortalecer a governança climática do município por meio da análise do orçamento público e da ampliação de investimentos voltados à adaptação às mudanças climáticas.
O encontro reuniu gestores públicos, especialistas, pesquisadores, representantes da sociedade civil e demais interessados na agenda ambiental para discutir estratégias capazes de tornar Osasco uma cidade mais resiliente, sustentável e preparada para enfrentar eventos climáticos extremos.
Orçamento como ferramenta para enfrentar os desafios climáticos
Durante a abertura do evento, o secretário de Planejamento e Gestão, Juliano Duarte, destacou que as mudanças climáticas deixaram de ser um desafio futuro e passaram a exigir ações imediatas.
Segundo ele, o projeto cria mecanismos que auxiliam o poder público na tomada de decisões, promovendo a integração entre diferentes áreas da administração, como Habitação, Defesa Civil, Meio Ambiente e Mobilidade Urbana.
“Somente com atuação integrada estaremos mais preparados para enfrentar os desafios e eventos climáticos extremos que já fazem parte da nossa realidade”, afirmou.
Projeto utiliza metodologia internacional
O Clima em Conta foi desenvolvido durante o Programa Fellowship da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre Governo e Dados Abertos com foco em Mudanças Climáticas, realizado entre 2025 e 2026 em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
A iniciativa utiliza a metodologia internacional Budget Climate Assessment (BCA), que permite identificar, classificar e monitorar investimentos públicos relacionados às políticas climáticas.
Estudo analisou mais de 500 ações da Prefeitura
Como projeto-piloto, foram analisadas 531 ações orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
O levantamento identificou quais investimentos possuem relação direta ou indireta com ações de adaptação climática, demonstrando como o orçamento público pode contribuir para reduzir impactos de eventos extremos e fortalecer o desenvolvimento sustentável.
O estudo também tomou como referência o eixo Desenvolvimento Ambiental e Justiça Climática, previsto no Plano Plurianual (PPA) 2026-2029.
Além da apresentação dos resultados, o evento promoveu debates entre representantes do poder público e da sociedade para ampliar a integração das políticas climáticas no planejamento municipal.

