Vereadoras da região se unem contra a violência a mulher


Preocupadas em políticas públicas para mulher que sofrem de violência doméstica, vereadoras de Carapicuíba, Embu e Osasco estão se unindo para procurar alternativas nas cidades da região para acolher melhor essas vítimas. Elas contam com o apoio de vários segmentos da sociedade regional


 

A violência afeta mulheres de todas as classes sociais, etnias e regiões brasileiras. Atualmente a violência contra as mulheres é entendida não como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno estrutural, de responsabilidade da sociedade como um todo.
Na pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher, as agressões físicas e psicológicas foram majoritárias entre as mulheres que declararam ter sido vítima de violência – sete em cada dez mulheres sofreram agressão física;  48%, quase metade, sofreram agressão psicológica. A violência sexual ainda atinge uma em cada dez brasileiras.
O Sistema de Indicadores de Percepção Social – SIPS, do IPEA, em edição sobre tolerância social à violência contra as mulheres traz dados surpreendentes, como, por exemplo, o fato de que mais de 6 em cada 10 pessoas concordam parcial ou totalmente com a afirmação “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”.
As vereadoras de Osasco Ana Paula Rossi (PR), Lúcia da Saúde (DC) e Régia Sarmento (PDT), de Carapicuíba Cida Carlos (PT) e de Embu Rosângela Santos (PT) se uniram para criar o Movimento Mulheres em Foco na Luta pela Cidadania na região oeste. “Nós queremos ser a voz da mulher que sofre qualquer tipo de violência.”, diz Lucia da Saúde
De acordo com as representantes do legislativo, as cidades e o Estado precisam melhorar as políticas públicas neste sentido pois as mulheres que sofrem qualquer tipo de violência ficam muito desprotegidas. O objetivo do grupo é promover políticas públicas e ao mesmo tempo cobrar das prefeituras, melhorias no atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as propostas do Movimento estão Delegacia da Mulher 24 horas, IML separado para mulheres, reabertura da Corregedoria da Mulher e Vara da Mulher. “Nós estamos procurando verificar nas cidades da região, o que é feito em relação as políticas para mulheres. Elas regrediram, em Carapicuíba não temos políticas contra violência doméstica”, diz a vereadora da cidade Cida Carlos.
A OAB Osasco também participará do Movimento através da advogada Kelly Zandonato e do advogado Bruno Rezende. Segundo a coordenadora de políticas para mulheres de Osasco, Simone Carvalho, o movimento é válido, mas existe mais uma mudança que deve acontecer. “Nós precisamos de mudanças nas leis.”
O movimento vai promover uma caminhada nas cidades de Osasco, Carapicuíba e Embu. O evento vai acontecer no dia 9 de março, às 10 h.

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