Estação Osasco da CPTM tem espaço para atender mulheres vítimas de violência ou importunação sexual nos trens

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Desde esta terça-feira (1º), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passou a contar com cinco novos Espaços Acolher em suas estações. Os locais têm como objetivo dar atendimento humanizado e com privacidade a mulheres vítimas de violência ou importunação sexual nos trens e estações da CPTM.

“Se uma mulher quiser a nossa ajuda, ela poderá recebê-la em qualquer estação, mas se quiser um Espaço Acolher, o objetivo é que ela tenha que se movimentar por apenas mais uma estação para ter um atendimento mais reservado”, explica Pedro Moro, presidente da Companhia.

As cinco novas salas estão localizadas nas seguintes estações:

– Francisco Morato – Linha 7-Rubi
– Osasco – Linha 8- Diamante e 9-Esmeralda
– Villa-Lobos-Jaguaré – Linha 9-Esmeralda
– Santo André – Linha 10-Turquesa
– Brás – Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira

A Estação Brás, localizada na região central da capital paulista, é a mais movimentada de toda a CPTM, recebendo passageiras de quatro das sete linhas da companhia, o que amplia ainda mais a capacidade de atendimento às mulheres vítimas desses crimes.

Atendimento

Com a inauguração, a companhia passa a ter 23 dos 35 Espaços Acolher previstos para este ano. As demais estações que contam com o espaço são:

– Linha 7-Rubi – Vila Aurora, Franco da Rocha e Várzea Paulista;
– Linha 8-Diamante – Jandira e Carapicuíba;
– Linha 9- Esmeralda – Hebraica-Rebouças e Pinheiros;
– Linha 10-Turquesa – Rio Grande da Serra e Tamanduateí;
– Linha 11-Coral – Ferraz de Vasconcelos, Guaianases, José Bonifácio e Bom Bosco;
– Linha 12-Safira – São Miguel Paulista;
– Linha 13-Jade – Aeroporto Guarulhos.

Além disso, existem espaços nas estações de integração Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira), Engenheiro Goulart (Linhas 12-Safira e 13-Jade); e Palmeiras Barra Funda (Linhas 7-Rubi e 8-Diamante).

O Espaço Acolher faz parte do programa “Em Movimento Por Elas”, lançado em março deste ano em parceria com o Instituto Avon. O programa consiste na formulação de políticas públicas no âmbito da companhia, criando uma rede de proteção às mulheres com base em implementação de projetos internos e externos que permitam o fortalecimento da autoestima, visibilidade para questões de gênero e combate à violência contra a mulher.

“Todas as grandes empresas têm importantes discursos pela valorização da mulher e combate ao machismo. A CPTM é uma grande empresa, transporta três milhões de pessoas sendo que a maior parte são mulheres. Queremos ir além do discurso, queremos que as nossas passageiras sejam respeitadas e as nossas colaboradoras vejam a companhia como um lugar seguro, acolhedor e, principalmente, justo para elas”, salienta Pedro Moro.

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