Falar sobre autismo…

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Por: Paula Nikitin

Estima-se que o Brasil tenha hoje cerca de 2 milhões de autistas. Aproximadamente 407 mil pessoas somente no estado de São Paulo.

Há dois lados do TEA (Transtorno do Espectro Autista) que devemos analisar profundamente, o de quem vê e o de quem vive.

Do lado de quem vê temos os familiares, os médicos, a população em geral que em base tem uma leitura completamente estereotipada da situação… Em parte por falta de conhecimento da população (inclusive médica), por outra pela “caracterização” midiática no assunto, através de filmes, comerciais e clipes, onde o autista é um “ser fora da realidade, sem comunicação, que balança de um lado para o outro”.

Ao deparar-se com um autista as pessoas costumam ter um enigma em sua cabeça afastando-se por medo ou aproximando-se por curiosidade circense, porém já com um idéia formada em sua mente de que aquele ser é algo “fora do comum”.

E não é para menos, autismo parece ser complicado mesmo para se perder tempo tentando entender. Não é uma síndrome que se justifica pela alteração cromossômica, não é um dano causado durante a gestação e que leva à condição, e por muitas vezes, não é visível ou percebido pelo outro.

Esse Transtorno recebe a designação de “Espectro” por possuir muitas nuances, diferenças até entre os autistas, digamos que, não há um autista igual ao outro, cada autista é um ser único!

O diagnóstico do TEA é algo complexo, já que o transtorno que não tem uma “cara” definida. Não existe um sinal físico que diferencie quem tem a condição de quem não tem. Além disso, não há exame laboratorial ou de imagem que confirme o distúrbio. No caso de crianças e adolescentes, as famílias devem buscar atendimento com um neurologista pediátrico e um psiquiatra infantil, já os adultos podem se consultar com um psicólogo, que vai identificar os sintomas e fazer uma avaliação inicial com base em observação, entrevistas e análise de histórico. O diagnóstico final, no entanto, precisa ser validado por um psiquiatra ou um neurologista. É tão sensível o assunto que, por vezes, um diagnóstico chega a levar até 11 anos de análise.

É importante lembrar também que há graus de autismo:

– leve (antes chamado de Síndrome de Asperger), também diagnosticada como de alta funcionalidade e apresenta prejuízos leves, que podem não a impedir de estudar, trabalhar e se relacionar.

– média funcionalidade, tem um menor grau de independência e necessita de algum auxílio para desempenhar funções cotidianas, como tomar banho ou preparar a sua refeição.

– severo ou de baixa funcionalidade que vai manifestar dificuldades graves e costuma precisar de apoio especializado ao longo da vida.

Por sorte hoje temos vários sites e instituições que visam orientar sobre o autismo e sobre as fakes que existem a respeito, e principalmente lutam pelos direitos do autista.

Mas e o lado de ver do autista?

Em geral o autista tem dificuldades persistentes com:

-comunicação social : dificuldade em interpretar linguagem verbal e não verbal como gestos ou tom de voz. Muitos têm uma compreensão muito literal da linguagem. Também apresentam dificuldade na interpretação de expressões faciais, tom de voz, piadas e sarcasmo, conceitos abstratos.

– interação social: dificuldade em “ler” outras pessoas. Reconhecer ou entender os sentimentos e intenções dos outros. Expressar suas próprias emoções. Torna-se muito difícil para eles a interação no mundo social.

-Sensibilidade sensorial : podem experimentar maior ou menor sensibilidade a sons, toques, gostos, cheiros, luz, cores, temperaturas ou dor.

Dúvidas restantes

O que causa o autismo? A causa exata do autismo ainda está sendo investigada. Pesquisas sugerem que uma combinação de fatores – genéticos e ambientais – podem explicar diferenças no desenvolvimento. Não é causada pela educação de uma pessoa, suas circunstâncias sociais e não é culpa do indivíduo com a condição.

Como você pode ajudar ? Divulgando sua compreensão sobre autismo ou realizando doações para entidades que apoiam a causa, como a Associação Amigos do Autista (AMA) ou até mesmo voluntariando-se em instituições como a Aampara (Associação de Atendimento e Apoio ao Autista).

Como saber mais? Há vários sites a respeito, mas você pode começar pelohttps://autismoerealidade.org.br/ onde você encontrará muitas informações e estudos!

No mais, valeu pela oportunidade de nos fazer ouvir!!!

 

2 thoughts on “Falar sobre autismo…

  1. Matéria top quanto mais informações mais aprendemos sobre .
    Obrg !

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