De descendência Italiana, Dirce Menarini, filha de Emilia Rampa e Pietro Menarini, nasceu em Marselha na França e ainda com pouca idade veio para o Brasil junto de seus pais e passou a residir na Rua Dom Bernardo Jose de Lorena, 40, no Bairro de Presidente Altino em Osasco conforme atesta o Registro de Estrangeiros da Delegacia Especializada de Estrangeiros – SSP/SP e da Matrícula de Imigrantes oriunda do Museu dos Imigrantes do Estado de São Paulo.


Emília e Pietro moraram em Marselha na França onde nasceu Dirce. Dirce casou-se com Pedro Christensen de descendência Dinamarquesa e passou a se chamar Dirce Christensen. Tiveram 11 filhos, nascidos em Osasco, são eles: Adolfo, Noveli, Sarah, Alberto, Pedro, Nero, Silas, Mario, Romeu, Eva e Lídia. Adolfo Christensen casou-se com Nair e tiveram três filhos: Josué e Nicola (empresários) e Jonas grande expoente da música erudita.


Maestro e Escritor Jonas Christensen, assim era conhecido mundialmente pela sua habilidade e paixão pela música sacra. Foi ele quem regeu o coral de 1000 vozes para o Papa João Paulo II na Basílica de Nossa Senhora da Aparecida, quando este veio ao Brasil em 1980 pela primeira vez.
Jonas recebeu uma medalha do Papa.
Flávio Christensen Nobre, filho de Lídia, ganhou notoriedade no mundo jurídico em razão do seu desempenho na Advocacia e pela sua atuação no campo social e hoje também ocupa o cargo de diretor jurídico da associação mais antiga da cidade de Osasco, a “Ordem dos Emancipadores de Osasco” que foi responsável pela emancipação política e administrativa da Cidade 19 de fevereiro de 1962. Dr. Flávio Christensen Nobre, como é conhecido, é Presidente de Honra da ONG Anjos da Guarda Mirim Ambiental com atuação direta nas causas sociais ligada a proteção do meio ambiente e preparação do jovem e adolescente para o mercado de trabalho e também é Advogado Titular da Banca de Advogados Christensen Nobre.


Pedro Christensen era torneiro mecânico e foi um dos primeiros trabalhadores da fábrica de cerâmica Hervy em Osasco de propriedade do Barão Evariste Senseaud de Lavaud, pai de Demitri Sanseaud Lavaud, o inventor do Aeroplano batizado de São Paulo, conhecido mundialmente por ter realizado o primeiro voo da América Latina ocorrido na Cidade de Osasco, mais precisamente na Avenida dos Autonomistas. Tem-se notícia (último holerite) de que Pedro Christensen se aposentou na Indústria Cerâmica Hervy em Março de 1958. Exímio torneiro mecânico, Pedro sempre se destacou na profissão em razão da sua habilidade técnica razão da sua popularidade em Osasco.
Apaixonado pela profissão produziu várias peças para adaptações automotivas, utensílios domésticos, ferramentas e pequenas invenções a pedido de seus amigos e vizinhos em Presidente Altino algumas décadas antes da emancipação de Osasco. Foi quando seu patrão tomou conhecimento da sua habilidade e pediu a Pedro Christensen ajudar a fabricar algumas peças para o projeto de invenção do aeroplano do seu filho Dimitri Sanseaud de Lavaud que mais tarde foi batizado de São Paulo e fez o primeiro voo da América Latina.

Dona Lídia Christensen Nobre, aos 89 anos de idade relata emocionada a lembrança que nutre sobre a habilidade do seu pai Pedro Christensen como torneiro mecânico e conta que ele fabricou peças para o aeroplano de Dimitri. “A minha mãe (Dirce) contava pra nós que a família do Dimitri era amiga da nossa família lá em Marselha na França e por ironia do destino meu pai (Pedro) veio a trabalhar na fábrica deles em Osasco e fez várias peças e adaptações para o avião do Dimitri.
Meu pai e meus irmãos eram muito inteligentes e tinham muito orgulho de terem ajudado na invenção do filho do Barão Evariste. Todos meus irmãos trabalharam na Cerâmica Hervy. Essa empresa faz parte da história de Osasco e da nossa família também. Meu pai era apaixonado pelo que fazia. Chegamos em Osasco só tinha mato e o rio Tietê era limpinho, meus irmãos nadavam no rio com frequência, era muito gostoso.” , relata Dona Lídia .
“Nossa família ajudou a construir a cidade, todos nós trabalhamos aqui, alguns de meus irmãos eram empresários, tiveram comércios, prestadores de serviços. Até hoje meus primos tem empresas tradicionais em Osasco, tenho netos e sobrinhos na área da educação, músicos militares, Advogados, médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos, etc. Me lembro que meus irmãos lutaram muito pela emancipação de Osasco, fizemos muitas reuniões com outras famílias tradicionais e tudo deu certo. Sou membra da Associação mais importante de Osasco, ou seja, a Ordem dos Emancipadores de Osasco comandada pelo senhor Setter, Lazáro Suave e nosso grande amigo Jaime Durigon, cuja esposa recebeu o nome de Dirce em homenagem a minha mãe Dirce Christensen pela amizade sincera de muitos anos entre as famílias”, comenta Dona Lídia. “Se não formos a família mais antiga da Cidade de Osasco, estamos entre elas, pois temos documentos e provas que dão conta disso. Minha mãe Dirce, meu pai Pedro, juntamente com meu tio Carlos Christensen foram fundadores da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Osasco, em Presidente Altino, se não me engano em 1937”, comenta Lídia.

O primeiro prefeito da cidade de Osasco Hirant Sanazar e seu irmão Vrejhi Sanazar eram amigos pessoais dos pais de Dona Lídia, eles a homenagearam colocando o nome dela numa Rua chamada Dirce Christensen, travessa da Avenida Analice Sakatauskas. A família Christensen também foi lembrada pelo ex-prefeito Celso Giglio que atendeu um pedido do então vereador Altino Rossi, com o apoio do seu irmão Franciso Rossi (ex-prefeito de Osasco) e colocou o nome do seu sobrinho Jonas no Anfiteatro da Fito.

