Julia de Jandira encabeça seleção olímpica do Brasil rumo a Índia 22

Esportes Márcio Silvio

A Confederação Brasileira de Xadrez forma delegação com os dez melhores tabuleiros do País rumo a Olimpíada da Índia – são cinco jogadores na seleção masculina e cinco na feminina. Quem encabeça o time das meninas é a novíssima campeã brasileira Julia Alboredo, 25 anos, eleita a Melhor do Xadrez 2021 e Mestra Internacional que vem somando títulos seguidos nas últimas temporadas.
De fato, uma monstrona que vai forte também nas competições abertas, tipo todos contra todos sem distinção de categorias. Então, mesmo contra feras do masculino a campeã se destaca e encara de igual para igual – como no recente Aberto de João Pessoa.
Na capital paraibana, Julia de Jandira foi agressiva enfrentando grandes nomes da categoria masculina e chegou à final do Absoluto empatando por 5,5 com o mestre Vinícius Martins – que levou o título pelo critério de desempate.
Sim, no confronto peça por peça a campeã brasileira não perdeu e, então, pelo segundo lugar entre os fortões do masculino ela retornou para casa com aquele sabor da vitória.
Isso deixa a menina ainda mais motivada como atleta da seleção brasileira porque entra em apronto final para a Olimpíada da Índia. Sim, é olho no calendário, pois a Cerimônia de Abertura será em 27 de julho. Portanto, dias em contagem regressiva para Chennai.
Até o embarque com o Brasil, onde houver competição é quase certo que Julia de Jandira estará nesse tabuleiro – agora, cada jogo entra como preparo olímpico e ela está cem por cento concentrada nisso.
E para a pergunta de sempre, sobre o xadrez não fazer parte dos Jogos Olímpicos, a resposta aponta para 1924 na França, quando o tabuleiro era rejeitado pelos organizadores que não souberam alinhar a modalidade ao regulamento convencional.
Houve racha e o xadrez seguiria carreira solo criando olimpíada própria – a primeira foi em 1927 em Londres. Sim, teve a de 24 em Paris mas essa não conta como oficial mas como marco histórico. Outra coisa é que o xadrez adotaria calendário bienal ao contrário dos quatro anos da convencional.

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