Mobilidade urbana em pauta

O tema mobilidade urbana ganha cada vez mais importância diante dos desafios de locomoção em nossas cidades. Os deslocamentos das pessoas no território são comprometidos com os mais variados obstáculos em uma teia urbana que privilegiou o carro, ignorando que os usuários da cidade também se locomovem a pé e de bicicleta, por exemplo. E nem estamos tratando aqui daqueles que têm sua mobilidade reduzida de forma permanente ou temporária, como os cadeirantes, idosos, gestantes, etc.

As consequências desse erro social estão em toda parte e permanecerão por gerações. O cenário, entretanto e, felizmente, vem mudando nas últimas décadas, especialmente diante de uma sociedade mais crítica, consciente e participativa. É por causa, principalmente, das pressões sociais que governos tem dado atenção ao tema. Essa mobilização social tem resultado na elaboração de instrumentos jurídicos que procuram garantir a construção de espaços públicos e coletivos mais democráticos e o consequente acesso universal à cidade.

É o caso da Política Nacional de Mobilidade Urbana que, dentre outros, busca promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território. E como “ninguém vive na União ou no Estado, mas no município”, como dizia Franco Montoro, é exatamente nas cidades que essa realidade deve se refletir.

Por essas e outras razões e, focado na necessidade de fazer valer as diretrizes do PLANMOB Osasco – Plano Municipal de Mobilidade Urbana, o coletivo CiclOsasco realizará, em setembro, a 1ª Semana de Mobilidade Urbana do município organizada por cicloativistas. A iniciativa deverá contar com o apoio da prefeitura. Segundo Simone Costa, idealizadora do encontro e uma das organizadoras, o objetivo principal é despertar a atenção da cidade para que os projetos e ações previstos no PLANMOB sejam integrados, a fim de se construir estruturas e melhorar efetivamente as condições de mobilidade para todos. “A ideia é integrar todas as formas de mobilidade, incluindo a pé e de bicicleta, abordar a relação com a saúde, segurança, mobilidade reduzida e de como está o cenário atual em relação ao desenvolvimento do município”, segundo Costa. Ainda de acordo com a cicloativista, é fundamental promover a conscientização através da educação.

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