Operação “Clã do Crime” já prendeu seis investigados; organização criminosa atuava em roubos de utilitários, desmanche clandestino e venda ilegal de autopeças.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Clã do Crime, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em roubo de veículos utilitários, desmanche clandestino e comercialização ilegal de autopeças. A ação ocorreu na capital paulista e em Osasco, na Região Metropolitana.
Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 4ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes contra Seguradoras e Afins, da Divecar, a operação cumpriu nove mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão.
Até o momento, seis suspeitos foram presos, sendo que um deles já estava no sistema prisional por envolvimento em outro crime.
Organização criminosa atuava em diversas etapas
Segundo as investigações, a quadrilha possuía uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por funções específicas, desde o monitoramento das vítimas até o roubo dos veículos, ocultação, desmanche clandestino e comercialização das peças no mercado ilegal.
Ao todo, a Polícia Civil identificou 11 integrantes da organização.
Quatro presos pertencem à mesma família
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a ligação familiar entre parte dos envolvidos. Dos seis presos até agora, quatro pertencem ao mesmo núcleo familiar, fato que inspirou o nome da operação: “Clã do Crime”.
O delegado divisionário da Divecar, Paul Verduraz, destacou que a investigação revelou uma estrutura criminosa altamente organizada.
“As investigações permitiram identificar uma organização criminosa altamente estruturada, na qual cada integrante exercia uma função específica, desde o monitoramento das vítimas até o desmanche e a comercialização clandestina das peças. O objetivo é desarticular toda essa cadeia criminosa”, afirmou.
Investigações continuam
Os presos estão sendo encaminhados ao Deic, onde serão interrogados e permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os demais investigados e cumprir todos os mandados expedidos pela Justiça.

