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Operação cumpre mandados na região contra grupo investigado por movimentar cerca de R$ 2,9 milhões; vítima do Distrito Federal teria perdido R$ 98 mil e sofrido ameaças
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu nesta quarta-feira (7) mandados contra um grupo investigado por um esquema de extorsão envolvendo a oferta de falsos serviços espirituais. As diligências acontecem em Carapicuíba, Itapevi e Osasco, na região oeste da Grande São Paulo.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão. Dois suspeitos haviam sido presos no início da operação.
De acordo com a investigação, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 2,9 milhões nos últimos quatro anos por meio do esquema.
Investigação começou após denúncia de vítima do DF
A apuração teve início depois que uma moradora da Asa Norte, em Brasília, procurou os investigados pelas redes sociais em busca de auxílio espiritual.
Segundo a Polícia Civil, após o primeiro contato, os suspeitos passaram a afirmar que a vítima estaria sofrendo com supostos males de natureza espiritual e começaram a exigir novos pagamentos para solucionar os problemas apresentados.
A mulher teria repassado cerca de R$ 98 mil antes de decidir interromper os pagamentos.
A partir desse momento, ainda segundo a investigação, ela teria começado a sofrer ameaças e chantagens.
Grupo teria ameaçado divulgar informações íntimas
A Polícia Civil aponta que os investigados se apresentavam como integrantes de uma suposta “instância espiritual superior” durante as abordagens.
Quando a vítima tentou interromper os repasses, o grupo teria ameaçado divulgar informações íntimas e afirmado que supostos males poderiam atingir seus familiares caso os pagamentos fossem suspensos.
Com o avanço das investigações, a polícia identificou outras quatro possíveis vítimas no Distrito Federal.
Mandados são cumpridos em Carapicuíba, Itapevi e Osasco
A investigação chegou ao Estado de São Paulo e resultou no cumprimento de medidas judiciais em três municípios da região: Carapicuíba, Itapevi e Osasco.
As autoridades buscam identificar a participação de cada investigado e reunir novas provas sobre a movimentação financeira atribuída ao grupo.
Segundo o levantamento policial, aproximadamente R$ 2,9 milhões teriam sido movimentados ao longo de quatro anos.
O caso segue sob investigação.
