Vigilância em Saúde de Barueri recebeu 210 chamados relacionados a escorpiões

Verão é sinônimo de calor, praia, férias e diversão. Em 2019, as temperaturas prometem ser ainda mais altas devido ao fenômeno oceânico-atmosférico El Niño. A empolgação, entretanto, pode tirar o foco de um problema recorrente nesta época do ano: escorpiões, ratos, baratas e mosquitos como o Aedes aegypit, as conhecidas pragas urbanas.

As chuvas e o calor próprios desta estação estão aumentando exponencialmente os problemas com escorpiões. Segundo dados do Ministério da Saúde, os acidentes com este animal têm crescido e apenas em 2018 foram registrados 141,1 mil casos no Brasil, cerca de 16 acidentes por hora. Confundidos com insetos comuns, os escorpiões são, na verdade, aracnídeos e possuem um veneno que ao entrar no organismo humano, causam fortes dores, inflamações e podem até levar à morte.

Os fatores que atraem o escorpião são a umidade, aglomeração de entulhos, restos de construção e acúmulo de lixo, ambientes propícios para se abrigarem. Por outro lado, as baratas são a presa natural do aracnídeo, portanto, o atrai. “Evitar este tipo de ambiente, manter os locais limpos e vedar frestas são os primeiros passos para evitar acidentes com escorpiões”, alerta a bióloga Dra. Maria Fernanda Zarzuela, coordenadora Técnica da Bayer.

De acordo com Zarzuela, o crescimento das cidades e o aquecimento global são os principais causadores do aumento na proliferação e aparecimento do escorpião marrom e amarelo, preponderantes no Brasil. A boa notícia é que é possível fazer o controle de pragas urbanas com a colocação de inseticidas líquidos, em pó ou até mesmo iscas a base de gel com “efeito domino”, em que o produto é transferido entre baratas, além de outros produtos para formigas, moscas e ratos.

Em 2018, o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses de Barueri, ligado à Secretaria de Saúde por meio da Vigilância em Saúde, recebeu 210 chamados relacionados a escorpiões. Desse número, cerca de 20 tinham a ver com picadas. Lembrando que os meses de outubro a dezembro costumam ter maior demanda, já que marcam o período mais quente, com reprodução de escorpiões e outros animais peçonhentos, além de maior oferta de seu principal alimento: as baratas.

Para o Departamento de Zoonoses, o aumento nos chamados não significa que o número de escorpiões tenha aumentado, mas que devido às campanhas, a população esteja mais atenta e buscando mais orientações. “Neste ano de 2019, que apenas começou, já tivemos solicitações de munícipes preocupados com o aparecimento de escorpião na residência ou arredores, com maior incidência do que em anos anteriores. Acreditamos que tenha ocorrido esse aumento de solicitações em razão também da divulgação do assunto para a população por meio dos veículos de massa. Isso é muito positivo, uma vez que permite a equipe adotar as medidas adequadas para orientação e prevenção de acidentes com animais peçonhentos em regiões onde o risco é mais elevado”, ressalta a coordenadora chefe da Vigilância em Saúde de Barueri, Rosana Ambrogini.

A equipe reforça que, além de todas as ações realizadas pela Prefeitura, a colaboração dos cidadãos é fundamental. “Não está na mão apenas do poder público, é necessário o envolvimento principalmente dos munícipes, se responsabilizando por sua residência, mantendo-a sempre limpa e organizada”, orienta Rosana.

Todas as recomendações da Zoonoses para o controle do surto de animais peçonhentos estão no Portal de Barueri.

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