Dieta e vício em comida

Colunistas Erika Barbosa

Quem nunca se pegou falando! Sou viciada em chocolate, ou até naquele docinho de leite de R$1,00, ou aquelas batatas no saco azul, a coxinha do tiozinho da esquina, o lanche famoso do palhaço, enfim cada um tem o seu produto ou alimento preferido, o meu é bala de goma e empadinha de frango, misericórdia que delícia!

Onde eu quero chegar com isso?

Geralmente quando alguém decide melhorar a rotina alimentar visando emagrecer, a primeira coisa que quer retirar é a comida/produto que mais gosta, por acreditar que é a melhor estratégia e que eles prejudicam o seu processo. Ter essa atitude é um dos grandes erros no emagrecimento, iniciando uma dieta privando suas preferências.

O foco no vício de comida, especificamente em doces e refinados como a farinha branca vem desde os anos 1970, e é um termo quando transportados para o comportamento humano relacionado ao alimento tem um valor negativo, remetendo ao sentimento de dependência que ao tentar desvincular entra no julgamento abstinência, onde deposita toda alteração interna e externa a retirada do alimento, como mal estar, agitação, ansiedade, irritabilidade, insônia e por fim ficando propício a compulsão alimentar.

Será possível ser “viciado” em comida?

Hoje em dia existe uma discussão dos aditivos nos alimentos superprocessados – ricos em sal, açúcares e gorduras tornando-se produtos mais palatáveis, aumentando o consumo, onde é rotulado como “RUINS” e censurado como viciantes. Porém quando se fala no comportamento humano, ignorar preferências alimentares não levam ao vício, mais influenciam no desejo do proibido e ao retirar da rotina alimentar, impulsiona o descontrole no momento que tiver o contato.

Resumindo… não existe um alimento viciante! Não dá para viver sem comida e nem deve ser vista apenas como fonte de energia e nutrientes, a comida tem um impacto significativo tanto culturais, sociais e emocionais. Apontar como viciante vem das famosas dietas cheias de NÃO PODE e leva o ser humano ao extremismos chegando a acreditar num diagnosticando de doença.

A restrição do alimento preferido, leva a desregulação da percepção e dos sinais de fome, saciedade e consequentemente a perda de controle vindo de dias de privação e não porque é um viciado.

Nossos ancestrais passavam fome por necessidade, hoje em dia passamos fome para entrar naquele jeans, mas o nosso corpo pode não saber a diferença.

Não se prive do que gosta! Reeduque, tudo pode na dosagem certa.

Beijos, Erika.

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