PM e MP prendem sete pessoas durante operação conjunta contra jogos de azar

A Polícia Militar e o Ministério Público deflagraram, nesta terça-feira (22), uma operação para desarticular uma rede de exploração de jogos de azar. Durante as atividades de campo, que cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão, sete pessoas foram presas em diversos pontos da capital paulista.

Também foram cumpridos 101 mandados de busca, sendo 42 em casas de jogos de azar e os demais nas residências de envolvidos. As atividades ainda recolheram 2.576 máquinas de vídeo bingo, mais de dez armas, munições químicas, coletes balísticos e mais de R$ 200 mil, U$ 10 mil e £ 200 em dinheiro.

As diligências contaram com o empenho policiais militares da Corregedoria e do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), com auxílio de cães. Além disso, houve a participação de agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

“Uma operação realmente muito grande”, destacou o tenente-coronel Emerson Massera. “Enquanto o Comando de Choque cumpriu os mandados nas casas de jogos e residências, a Corregedoria cumpriu os mandados de prisão. Então foi uma parceria que deu bons frutos e bons resultados”, concluiu o oficial.

De acordo com Mário Sarrubo, subprocurador-geral de Justiça Criminal, a ação de hoje visava atingir três pontos fundamentais – patrimônio, hierarquia e a liderança/estrutura organizacional da facção. “A ação de hoje é resultado de uma investigação que se iniciou em 2017, a partir da Operação Jericó”, explicou.

Ainda segundo o subprocurador, naquela oportunidade, um dos envolvidos se tornou colaborador do Ministério Público, do Gaeco, o que possibilitou uma investigação mais detalhada, com uma técnica mais aprofundada. “Assim conseguimos uma vitória grande contra o crime organizado”, explicou.

A ação resultou na prisão de sete pessoas, sendo dois policiais militares – um subtenente da ativa e um major da reserva, e dois ex-PMs que já tinham sido expulsos da corporação. Outros 41 civis, entre apostadores e responsável pelos locais vistoriados, também foram conduzidos à delegacia.

O policial da ativa foi preso pela violação de sigilo profissional, já que compartilhava informações da corporação. Na residência dele foram apreendidas drogas. Na casa do PM da reserva, foram encontradas armas, munições e coletes. Além dos flagrantes, já haviam mandados de prisões expedidos contra eles.

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