Vai pra quem

Eleições a menos de um ano e candidatos para o cargo do Executivo estão de olho nos votos que sempre foram fiéis ao médico Antonio Celso Giglio, que na verdade herdou, quando venceu a disputa para ser prefeito em 1992 com total apoio do então prefeito Francisco Rossi. Depois de posse ocorrida em 1993, Celso Giglio se tornou o mais novo ídolo político da cidade. Sua meteórica carreira iniciou como vereador (o mais votado), depois dois anos deputado e em seguida prefeito. Pois bem, ele já se foi, está no descanso eterno, mas, e seus eleitores? Eleitores, esses, na maioria conservadores, já que muitos vinham do Guaçu Piteri, passando depois pelo Francisco Rossi. Qual perfil vai se encaixar na preferência desses?

 

2020 sem Giglio

Outro detalhe importante sobre Celso Giglio é que nas últimas duas eleições para prefeito; 2012 e 2016 ele teve importante participação na decisão do eleito. Em 2012, obcecado pelo poder em voltar à prefeitura foi até o final, sabendo que estava impedido através da lei da Ficha Limpa. O resultado foi uma eleição em primeiro turno devido aos votos de Jorge Lapas terem ultrapassado os 50%, claro que pelo cancelamento dos votos de Celso Giglio. Em 2016, novamente vem Giglio insistir numa eleição sabendo ainda estar impugnado. Diferentemente de 2012 a Justiça Eleitoral se antecipou na decisão da impugnação da candidatura e Rogério Lins foi para o segundo turno com Lapas e levou a vitória. E agora em 2020, sem Giglio a eleição deverá ser diferente das anteriores.

 

Juíza condena mais um vereador

Nesta quarta-feira, 09, a juíza de Osasco, Ana Paula Mezher, chegou ao veredito final sobre vereador De Paula; um processo desde 2016 quando o Ministério Público acusou 14 vereadores por uso de servidores fantasmas e alguns casos sobre repasses de parte dos vencimentos. O piauiense De Paula foi condenado a 7 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto. Ainda cabe recurso sobre essa decisão em liberdade. Para a magistrada, o vereador e doze assessores estão envolvidos em crime de estelionato.

 

Grave denúncia

Denominada como Caça-Fantasmas, essa operação foi deflagrada ao final de 2016 e envolve mais de 200 pessoas num desvio que chega a R$ 21 milhões, retirados dos cofres públicos. Na denúncia oferecida pelo promotor Gustavo Albano os vereadores de Osasco contratavam funcionários para receber salários sem trabalhar e, em troca, ficavam com parte desses salários.

 

Quem pode e quem não pode

Uma indagação que permanece no meio político é sobre o que ocorrerá nas eleições de 2020. O que sabemos é que condenados em segunda instância automaticamente entram na lista dos Fichas Sujas, e com isso ficam inelegíveis por oito anos, conforme a lei. No caso de De Paula, que detém mandato na Câmara de Osasco, ele deverá chegar até o final que é dezembro de 2020, isso mesmo condenado em segunda instância a Justiça, em casos semelhantes, tem autorizado a participação nas sessões ordinárias, mesmo porque os recursos podem chegar até o Supremo Tribunal Federal, o que demanda muito tempo.

 

Focando os drogados

O vereador de Osasco, Ralfi Silva (Podemos), comentou com jornalistas, que deverá destinar 300 mil reais ao COMPOD-Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas. Essa verba faz parte de emendas parlamentares, que cada um dos vinte e um vereadores tem direito de indicar ao prefeito Rogério Lins a sua destinação. “O prefeito não é obrigado a atender nossa solicitação para liberar a verba”, esclareceu o vereador que disse ser uma prerrogativa sempre usada no ano anterior da suposta liberação.

 

Prazo para inquérito

Uma PEC de autoria do Deputado Campos Machado (PTB), vem ganhando força graças aos apoios da Associação Paulista de Municípios (APM) e Frente Nacional de Prefeitos (FNP); duas maiores entidades representativas da política municipalista no Brasil. A PEC 01/2017 prevê um prazo de 180 dias, prorrogáveis por igual período, para a conclusão de inquéritos civil público. “Essa PEC vai, finalmente, por fim a um vácuo na constituição paulista. Porque, no Direito, para tudo existe um prazo, e assim deve ser também com o inquérito civil público”, declarou o deputado autor.

 

Não é bem assim

Na edição da semana passada, havíamos comentado nesta coluna, que o vereador de Osasco Elissandro Lindoso (PSDB) era fruto de boatos de que estaria indo para o PRB, isso depois de uma visita a Brasília. Inconformado com as informações o presidente do PRB de Osasco Silvio Neves, nos procurou e esclareceu que, em nenhum momento foi tratado qualquer assunto com o vereador Dr. Lindoso, a respeito das eleições que ocorrerão em 2020 para prefeito de Osasco. Acentuou que o fato em primeiro lugar deveria passar pela executiva municipal, desconhecendo tal assunto. Esclareço aqui, que até então o vereador Lindoso não contestou a informação a esse jornalista.

 

Por todo o Brasil

Todos as provisórias dos diretórios municipais criados pelo PSL nos municípios brasileiros foram extintas, isso porque as nominatas, desde quando criadas, venciam seu registro no TSE no dia 4 de outubro deste ano. Em Osasco, o presidente do diretório, até então, era Alexandre Bussab, que deve continuar após novas determinações do diretório estadual comandado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ocorre, porém, que um entrave do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o presidente nacional da sigla Luciano Bivar, paralisou todo processo de restruturação. Isso após as ameaças do presidente da República sair do PSL.

 

Vai pra UDN

Semana passada, esteve no Fala a Verdade, na TV Osasco, o presidente nacional da UDN Marcus Alves de Souza. Na entrevista concedida a este jornalista, ele afirmou que, provavelmente ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro estaria se filiando a UDN logo após a homologação da sigla pelo TSE. Sendo assim, todos os projetos futuros do PSL estão engavetados até uma decisão de permanência de Bolsonaro. O que muitos acreditam que não deve ocorrer.

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