
Vivemos uma epidemia de obesidade. A cada ano, o número de pessoas com excesso de peso cresce. Para tentar conter esse cenário alarmante, que não tem causa única, mas sim uma infinidade de fatores sociais, culturais e ambientais, surgem algumas propostas como a substituição do açúcar por adoçantes. Pressionadas por políticas de taxação, as empresas buscaram diminuir a quantidade de açúcar em refrigerantes e popularizaram produtos zero. Zero caloria, zero nutrientes, zero culpa. Consequentemente zero responsabilidade sobre o impacto a longo prazo destes produtos na nossa saúde.
No TikTok, uma trend recente evidencia essa nova relação, com o consumo destes refrigerantes zero. Jovens da Geração Z aparecem fazendo uma pausa no meio da tarde para tomar uma coca-cola zero. Eles chamam esse momento de “hora do meu cigarro da geladeira”. A justificativa? Não faz mal. Mas é necessário questionar, esse ritual diário é mesmo inofensivo?
Os refrigerantes zero contém adoçantes artificiais, substâncias que a longo prazo podem prejudicar a saúde intestinal. O intestino em desequilíbrio afeta diversas questões, como a digestão, absorção, imunidade e regulação da fome e saciedade. Essas substâncias podem influenciar também na percepção do paladar, aumentando o desejo por doces. Esses produtos fazem parte da categoria dos ultraprocessados, cheios de edulcorantes, corantes e aditivos. E já sabemos que o consumo frequente desse tipo de alimento está relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Aqui, não se trata de apontar vilões ou mocinhos. O ponto é: quando o refrigerante zero entra como hábito no seu dia, o que está saindo? Você está desembalando mais do que descascando? Se sim, talvez a pergunta a se fazer seja: Por que eu preciso tomar frequentemente essa bebida?
A resposta pode estar relacionada mais aos fatores emocionais e hábitos já enraizados do que, de fato, a um desejo consciente. E está tudo bem, todos precisamos em algum momento deste “comfort food”, um escape no meio do dia. O que está em jogo, é a frequência, o seu padrão alimentar. Neste caso vale o alerta: não trate o refrigerante como o mocinho, e não compare este alimento ultraprocessado com alimentos in natura, como as frutas.


Muito boa a reflexão!
“Hora do meu cigarro da geladeira” — já diz tudo!! Quando um alimento é comparado a um cigarro, os prejuízos ficam mais do que evidentes! Vamos de água e suco de frutas!
“Hora do meu cigarro da geladeira” — já diz tudo, né? Quando um alimento é comparado a um cigarro, os prejuízos ficam mais do que evidentes! Vamos de água e suco de frutas!