Maior medalhista de Osasco, Vivi Oda tem três torneios seguidos na Europa e busca patrocínio

Colunistas Esportes Márcio Silvio

Enquanto a maioria ainda estava em clima de réveillon, no primeiro dia útil do ano ela abria temporada de treinos. Nada de mais uma semana de folga porque na alta competição isso não cabe. Então, em 2 de janeiro lá estava Viviane Oda iniciando 2020 que já chegava desafiando-a para três torneios na Europa. Ela mora em Guaratinguetá onde treina com a professora Carol Nogueira e de onde surgiu para se tornar a maior medalhista de Osasco – era uma menininha de dez anos quando foi levada pela treinadora ao Liberatão de Presidente Altino, à Secretaria de Esportes. De cara, título brasileiro e, em seguida, arrebentando tudo na categoria infantil nos três anos seguintes. E após surpreender e cravar o nome como nova geração da ginástica rítmica, na temporada passada ela subiu para a atual categoria juvenil.
Sim, do quadro esportivo municipal, Vivi de Osasco é a maior medalhista. Tirando as equipes profissionais do futebol e do vôlei feminino, ela é o principal nome da alta competição amadora. Mas amador é uma classificação que não corresponde aos fatos porque a rotina de Vivi e tudo o que envolve a ginástica rítmica é de alto nível profissional. Não, nada de amadorismo aí. O que a separa do alto rendimento profissional é a ausência de aporte, patrocínio.
Então, como é que ela se mantém? Assim como a grande massa esportiva do País, Vivi está no Programa Bolsa Atleta. Neste ano de Jogos Olímpicos, por exemplo, o governo direciona mais de R$84 milhões ao programa para mais de 6.200 atletas e mais de 4.200 modalidades – incluindo as paralímpicas. No entanto, como contratada de Osasco, o Bolsa Atleta de Vivi parte do município. Até aí tudo bem, só que o benefício volta a cair para ela a partir de abril apenas. Então o bicho pega porque a agenda da multicampeã não espera e crava três torneios internacionais entre março e maio.
Quando iniciou os treinos logo após o réveillon, Vivi entrou de cara visando esses desafios fora – março em Lisboa e em abril em Sofia, capital da Bulgária; no mês seguinte ela retorna a Portugal, dessa vez para Portimão. Vivi de Osasco precisa pagar esses torneios para seguir na liderança do ranking nacional da ginástica rítmica. Isso conta muito quando entram em cena os Jogos Olímpicos de Paris daqui a quatro anos. Sim, ela é um dos principais nomes da ginástica rítmica para 2024 e já citada pelo Comitê Olímpico do Brasil. Mas para chegar lá é preciso cumprir toda temporada e manter o nível ano a ano, incluindo a agenda internacional. Então, para garantir todo esse planejamento, atleta e treinadora estão na busca por patrocínio. Os três campeonatos na Europa são os grandalhões que desafiam Vivi, muito preocupada porque já é tempo de confirmar participação, comprar passagens etc. Nesse ínterim ela tem os calendários regional, estadual e nacional. E quando se fala nas competições da Confederação Brasileira, o alvo são vagas para o Sul-americano e Pan-americano. Lembrando, toda essa caminhada da atleta aponta para 2024 e para a delegação brasileira desfilando na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Sim, Vivi de Osasco está sendo trabalhada desde os 10 aninhos para chegar lá. E falta pouco…

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